quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Troca de Marchas!

1a Marcha - O post do Torneio de Verão tanto me foi cobrado e não fiz do mesmo jeito. Aliás, não terminei. A ideia inicial estava bem interessante, mas a falta de relatos dos amigos que participaram dificultou muito. Junta-se a isso a dificuldade constante de acessar o blog devido ao trabalho no início do ano e o post nunca saiu. Desculpem amigos, mas a ideia fica para o Brasileiro de 2011.

2a Marcha - Depois do fracasso da Copa Brasil ano passado, a galera do F46 assumiu o comando da competição para 2011 e prometem um Sr. evento. De cara as inscrições on-line e o site muito bem aparamentado prometem uma competição muito bem organizada. Não sei pq demorei a me inscrever. Hj sou o primeiro da fila de espera da pesados. Era que tinha a menor fila. Será que vai dar convocação? Ano passado a competição estava muito vazia. Terminei em em primeiro a fase classificatória, mas meu kart quebrou na final e o campeão foi o amigo de Equipe Eu Penso Kart, Humberto Rubin.

3a Marcha - Mas Rubin nem sempre é amigo! No KartGP, campeonato mais disputado do Brasil, está em terceiro e fazendo uma bela campanha. Aliás, se eu não falar dele, tadinho, fica com o ego diminuído. O líder do KartGP, campeonato com a maior concentração de pilotos marrentos (para não dizer que são bons pra caralho) por metro de pista do Brasil é o meu outro amigo Jotinha! Dia 7 de setembro tem parada militar e não poderei ir ao evento. Uma pena!

4a Marcha - E Rubin não é amigo mesmo. Já mudei de ideia. Nesta última terça-feira teve CCK. O campeonato entre clubes do RJ é disputado passando suas etapas pelos kartódromos da capital. E a última etapa foi disputada no combalido Top Kart Barra. A galera de lá, continua super gente fina, mas os donos parecem ter abandonado o negócio. Diferença de pelo menos 1s numa pista de 24s. Não existe. A galera do KartGp que vinha fazendo um baita rodízio entre os participantes dessa vez não deu as caras. Fruto do que plantaram os responsáveis pelo local. Para não deixar de participar, entrei na pista para fazer 3 corridas. Leve: 60kg, médio: 80kg e pesados 95kg. Dois segundos lugares e um quinto. Nada mal para quem não treinou.

5a Marcha - Ainda pelo CCK, a diferença para o KR (Ex-Kart Riders e atual Kart Rubin), aumentou para 10 pontos. Rubin ganhou uma, chegou em 7o na outra e Aza pela pesados terminou em 2o. Na boa, já falei diretamente para eles isso, não concordo com o que fazem de colocar sempre os mesmo pilotos para disputar sempre as mesmas categorias. Rubin na leve e médios e Aza na pesados. Antes que digam que entrei para correr as 3 baterias nesta última etapa. O KartGp já utilizou durante a competição 8 pilotos. E esperamos utilizar mais!!! Quando terminar o campeonato, não importa a posição, terá sido uma conquista de todos.

Até as pistas!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

IKWC 2011

Saudades do Blog. Mas sem insônias, sem textos. Mas, aproveitando 10h dentro de um avião, nada melhor que escrever um pouco.

Em breves palavras o resumo da Viagem ao IKWC...

Tudo estava previsto. Férias marcadas, dinheiro guardado, patrocínio em vista. Mas... uma troca de emprego mudaria tudo.

As férias foram pro espaço, a inscrição vendida e a vontade de participar novamente do IKWC adiada para 2012.

3 meses depois de ter trocado de emprego e 1 mês antes da seletiva Velopark, troquei novamente. Mas desta vez negociando uma possível “pequena pausa trabalhista” para poder garantir participação no IKWC.

Neste instante já estava inscrito na seletiva.

E a vaga parecia me perseguir. Fico sabendo que a minha vaga havia sido comprada pelo Velopark. Eles queriam levar o melhor piloto ao IKWC. Não necessariamente seria o melhor piloto, vide que o regulamento era tosco, mas levaria um representante.

Como eu gosto deste tipo de torneio, estava eu inscrito, sem maiores ambições e apenas querendo fazer bonito. Liguei pro meu amigo Sandro, também piloto, fiz reserva no seu apartamento para 3 dias e me mandei para Porto Alegre.

Comecei com o pé direito. Larguei de 10º (não havia qualifing, era sorteio) e venci, com direito a ultrapassar dois caras de uma vez só para assumir a liderança. Na segunda largava de décimo novamente e fiz um quarto lugar. Eram 20 no grid. Na terceira bateria larguei de segundo, mas não contava de rodar sozinho depois de passar na lama deixada por outro kart, ao sair da pista. Fechei a participação sem ir as semi-finais da seletiva e vi o IKWC longe novamente.

Eis que surge a pizza do aniversário do Jotinha, nosso querido e humilde amigo, Filipe Jorge. Papo vai, papo vem, chopp vai, chopp vem e Jota me convence a ir. Diz que conseguiria passagens baratas, hotel, inscrição. E no auge dos chopps, me convence a ir.

Primeiro passo providenciar passaporte, faltam apenas 20 dias para o embarque. No site da Polícia Federal nada se fazia antes de 3 meses. Mas nada como um bom despachante para desenrolar burocracia alheia.

Providenciado o tão sonhado documento de viagem, Jotinha comprou as passagens, Poul me indicou o Ricardo Simonsem que havia acabado de desistir da viagem e pra mim restou fazer as malas.

Atravessar o Atlântico, descer em Amsterdam, se perder tentado chegar na Alemanha, conhecer o Michael Schumacher Kart Center, parar para comer pizza numa boate GLS com todos os amigos do kart e dar PT em cada um que ousou levantar um shot na minha frente, treinar que nem um tarado e perceber que não adiantaria nada (os gringos treinavam naquela pista a meses, impossível em um dia querer chegar no nível deles), fazer a estratégia da Copa das Nações para a Equipe KartGp / Kart Guapi, tomar um tombo feio pra caralho, arrebentar o queixo e torcer o cotovelo, guiar com muita dor por causa do cotovelo machucado, avisar que o traçado outdoor era perigoso e só te darem ouvido depois de uma acidente generalizado, ser parado pela polícia 3 vezes, aprender que numa speed-way a direção correta é sempre em frente...

Será que esqueci de muita coisa? Claro, impossível citar todos os nomes e todas as bagunças...

Ahhh as corridas? O Kenny Geldoff é o cara! Sobrou...

Coisas que vc precisa saber se um dia se meter a fazer uma viagem dessa também.

  1. No melhor estilo Indiana Jones: Não importa onde esteja, aprenda o dialeto local.
  2. Amsterdam só tem maluco e bicicleta pra caralho.
  3. Aachem e Eupen nunca vão me esquecer.
  4. Paris é bonito, mas o Rio é muito mais.
  5. Galeão e Guarulhos são primeiro mundo perto do inferno que é o Charles de Gaulle.
  6. Sempre mantenha na mala: um amigo rápido, um consumista e um cagão! Vlw Jota, Luir e Thiagão! Hahahhaha
Até as pistas!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

KARTGP - Volta Redonda - 26/03/2011

A liga mais espetacular do Rio de Janeiro deu a sua acelerada inicial. Com a base de pilotos do ano passado mantida, com os aprimoramentos do regulamento e com a entrada de mais pilotos consagrados no Kartismo Indoor, o KartGP 2011 está mais forte ainda.

Numa temporada que promete ser mais competitiva que a de 2010, e com os organizadores imaginando casa cheia no primeiro evento devido a motivação natural de início de ano, foi escolhida a pista de Volta Redonda para fazer nossa estréia. Excelente estrutura e única opção de pista aberta no Rio (pelo menos até a re-inauguração de Guapimirim), era a pista que nos oferecia a maior quantidade de karts para selecionarmos.

A primeira bateria a ir pra pista conta com os 3 organizadores e 3 primeiros colocados do ano passado, . Filipe Jorge-Jotinha, Hebert Sampaio e Felipe Piatigorsky. Além é claro de outros 9 almejantes ao título. A Pole fica com Piat que crava 59.61, em segundo Hebert Sampaio que faz apenas uma volta lançada, pois teve problemas com o primeiro kart, mas marca 59.71 e em terceiro o Arqui, Daniel Barberini com 59.91.

Na corrida Hebert parece largar melhor que Felipe, chega a emparelhar, mas fica com o lado externo. Piat fecha os espaços e Daniel aproveita para pular para segundo. O tempo de Daniel parece não ter sido bom no qualifing. Ele persegue Piat por boa parte da corrida, deixando Hebert e Sabra brigando pela 3a e 4a colocação. Hebert e Sabra travam um duelo muito bom, durante toda a corrida, mas com isso perdem tempo e deixam os ponteiros escaparem, no final, melhor para Hebert, que depois de inúmeras ultrapassagens entre os dois, leva a melhor nas últimas voltas. Felipe terminou tranquilo e chegou a abrir vantagem confortável para Daniel que assegurou a segunda posição sem problemas.

Do quarto lugar para trás o pau cantou. Nadaes e Jotinha brigaram intensamente pelo 5o lugar com Nadaes levando a melhor e deixando o atual campeão em sexto. Orlando Afonso, Alvaro Jorge-A enciclopédia, Rodolfo-Top Ten, Sérgio Araújo, Leandro Ahmed e Fábio Konrad formaram uma tripa com apenas 4s de diferença entre o 7o-Orlando e o 12o-Fábio. Muitos karts juntos, e óbvio, muito chororô no final devido a toques e ultrapassagens mais duras.

Na segunda bateria da primeira etapa o que não se viu foram os pilotos do 3o ao 12o colocados. Que me desculpem todos. Poderia até escrever alguma coisa, mas não vou me prender. Humberto Rubin e Pedro Washington fizeram o embate mais disputado e emocionante do dia. Na largada Ricardo Mascarenhas-Filé, que largava na pole perde a posição para Rubin, que largava em terceiro, por dentro e faz dupla ultrapassagem também ganhando a posição de Henning. Pedro aproveita o vacilo e os vários toques de largada, ganha posições e já na segunda volta está em segundo e com caminho livre para ir atrás de Rubin. Começava o pega!

Com Pedro levando duas voltas para abrir caminho, Rubin coloca vantagem. O impressionante é que mesmo depois de 1 ano na Alemanha sem pilotar, Pedro não perdeu o jeito. O mesmo modo de se esconder atrás da gravata. O encaixe no kart é perfeito. Parecem uma coisa só. E volta a volta tirou a vantagem. Quando chegou em Rubin, não esperou nada, colocou de lado e ultrapassou. Só que o nosso atual campeão do Torneio de Verão não deixaria fácil assim. Troco na volta seguinte!

Trocaram de posição várias vezes. O contorno perfeito de curva, o vácuo, a freada forte, mais um mergulho no fim da reta... Sem falar no X... ohhh manobra bonita de se ver. Foram inúmeras trocas de posições até o fim da corrida. Do lado de fora só nos restava observar o que havia de melhor. No final, Rubin em primeiro e Pedro em segundo, e se fosse ao contrário também seria excelente. Finalizando o pódio dessa bateria chegou o Guiga, mas isto foi apenas um detalhe. As desculpas eu pedi antes de começar a escrever!

Ao final da primeira etapa os pilotos já conheciam a maioria dos karts e aí fica fácil virar Nostradamus. O kart 18 utilizado por Guiga na segunda bateria da primeira etapa só não venceu, porque Guiga largou no final do grid e demorou a se livrar do bolo. Mas para segunda etapa o K18 venceu as duas baterias, uma com Fábinho Konrad e outra com Jotinha, o nosso atual campeão.

As disputas se concentrariam pelas demais posições. Na bateria B, já com a definição feita pelas colocações na bateria 1 e 2, destaques para Filé no K2, que acompanhou no início Fabinho, mas depois assegurou o segundo-lugar com muita folga e para Rodolfo Reis. Nosso top ten largou em 3o e resistiu as investidas de Sérgio Araújo que acabou terminando na 4a colocação.

Já na bateria A, Daniel Barberini fez milagre com o K12 e largou em segundo. Henning com o mesmo K2 que Filé utilizou na Bateria B largou em quarto e foi pra cima de Diogo Mota que largou em terceiro. Ultrapassou faltando poucas voltas para o fim e começou a caçar Barberini, que esteve na alça de mira de Diogo por quase toda corrida. Jotinha administrava lá na frente e observava Henning dizimando a diferença para Barberini. Mas a bateria terminou antes das emoções aumentarem. Barberini fez milagre com o K12 e fincou outro segundo-lugar, que no somatório do dia, lhe daria a liderança provisória ao final da primeira rodada-dupla!

O próximo desafio KartGP já ocorreu. O Kartódromo Point Kart recebeu a elite do kartismo Indoor do Rio de Janeiro na última quinta-feira, 12/05/2011, mas estas quatro baterias vcs acompanham no próximo post.

Até as pistas!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Matéria divulgada no Jornal O Fluminense - 17/04/2011


Viagens e equipamentos fazem o esporte ser considerado elitista e ‘amadores’ lutam para

conseguir correr com a falta de incentivo

Considerado um esporte de elite por conta dos altos custos, o automobilismo sobrevive em um país emergente como o Brasil, mais pelo amor dos praticantes do que apoio de patrocinadores.

Com 29 categorias já regulamentadas para este ano, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) tenta diminuir os custos das provas para que o número de praticantes do esporte a motor possa aumentar. Segundo o presidente da entidade, Cleyton Pinteiro, a forma menos complicada de se abaixar os custos é diminuir o uso dos equipamentos e treinos.

“Controlar e diminuir custos é tarefa das mais complexas, em especial em mercados competitivos, como o automobilismo, por si só um esporte dos mais competitivos e mais dependentes de tecnologia. Controlar o tempo de treinos, estipular o uso de equipamento padrão - como pneus, motores e até mesmo o con- junto de chassi-motor-câmbio -, são algumas formas de se tentar controlar esses custos”, comentou o dirigente.

A própria Fórmula 1 vem diminuindo e controlando os gastos e colocou um teto orçamentário. Para isso, a categoria proibiu os testes individuais de pré-temporada, marcando datas para testes coletivos e infindou uma gama de novas regras.

Amantes do automobilismo, três niteroienses resolveram deixar as roupas de trabalho no armário, vestir o macacão e o capacete e acelerar em alta velocidade nos fins de semana. O problema? O alto custo do “hobby” de fim de semana, que começou a ficar sério.

Brincadeira virou coisa séria

Criador da equipe Niterói Rally Team, o engenheiro Ricardo Barra resolveu comprar um Troller e, por acaso, começou a competir. Quatros anos de equipe, a NRT conta com dois carros, um para rali de regularidade e outro de velocidade. Segundo Barra, que gasta cerca de R$ 3 mil a cada etapa com a equipe, a relação com os patrocinadores foi fundamental para “bancar” o projeto.

“A relação de parceria é muito importante e com a NRT não foi diferente, encontramos no nosso patrocinador um parceiro de qualidade e ele também entendeu desta forma e o resultado é uma relação de confiança que já dura quatro anos e que esperamos continuar. O patrocínio é uma matriz financeira que permite melhorar a qualidade do trabalho da equipe através de uma qualificação material”, afirmou Barra.

Na contramão da Niterói Rally, Hebert Sampaio começou no automobilismo por brincadeira junto com os amigos de trabalho que resolveram fazer um campeonato interno na empresa de kart indoor. Ao tomar gosto pelo esporte, o piloto começou a gastar seu tempo e dinheiro com o hobby e, entre alguns títulos, como uma etapa do Mundial em 2009, disputado no Rio, se arriscou no kartismo profissional. Mas, após disputar e vencer a primeira etapa do Brasileiro de Kart, o agora piloto esbarra na falta de patrocínio. Ele fez um apelo para angariar parceiros que cubram os cerca de R$ 2 mil por etapa.

“Precisamos que os empresários acreditem mais no retorno que o esporte dá, e investir. Claro que nem todos os pilotos conseguem patrocínio, muitos são sustentados pelos sonhos dos pais, mas outra maneira de atrair jovens pilotos é baratear o custo das competições criando limitações nos equipamentos”, comentou Sampaio.

Piloto niteroiense conta com os amigos

Outro niteroiense que investe no próprio sonho de velocidade é Fernando Sávio, da Fernandinho Hobby Racing Car, que terminou na segunda colocação do Carioca de Turismo Light. O piloto comentou que consegue patrocínios com amigos e tira de sua própria loja e este ano aposta em uma competição internacional, na Hungria.

Em agosto vou participar de uma prova de seis horas na Hungria e, eu e meus dois parceiros de prova, vamos gastar cerca de 2 mil euros com todos os gastos, já que precisaremos alugar uma BMW”, disse.

Fernandinho, que no Carioca corre com um Gol, gasta cerca de R$ 4 mil por mês, além do carro que custou R$ 15 mil já preparado para corrida. Ousados, em 1975 os irmãos Wilson e Emerson Fittipaldi criaram a Copersucar, única equipe brasileira de Fórmula 1. Em oito anos, 104 corridas, 44 pontos, três pódios e um segundo lugar de Emerson no Rio, em 1978. Por falta de incentivo, eles encerraram com a equipe em 1982. n


quarta-feira, 23 de março de 2011

I'M BACK!!!

Pilotaiada,
Vem aí o texto do Torneio de Verão e da Segunda Etapa do Estadual do RJ.

Meu laptop novo não ve a hora de escrever.

Ao lado, vídeo novo! A largada da segunda etapa do Estadual de kart do RJ, em Volta Redonda, categoria F4.

Estou largando em sétimo e fecho a primeira volta em 1o. O vídeo completo é muito grande, e vc fica sabendo como esta corrida terminou em breve, com o texto aqui no EU PENSO KART.

Abs a todos!

E até as pistas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Kart Indoor! Amador ou profissional?

Alguns cientistas se orgulham de saber, que nunca viverão para olhar seus projetos terminados. Eles sabem que alguns projetos levam décadas, séculos para serem concluídos. É assim até hoje com o sonho de levar o homem ao planeta vermelho. O fato é que muito se fala no assunto que iniciou moda após o final da segunda guerra mundial. Barack Obama afirmou no ano passado um prazo final até 2035 e disse que injetaria 6 bilhões de dólares nos programas espaciais da NASA para levar o homem a Marte.

Se ninguém entendeu o primeiro parágrafo e o que cientistas, Barack Obama, NASA e Marte tem haver com kart, vamos tentar iniciar novamente.

Desde que sentei em um kart, para disputar um campeonato no início de 2008, pensei em não pagar para praticar o esporte que acabava de me apaixonar. É amador, mas é esporte. Se é assim: Porque não transformar os grupos de kart em ligas profissionais? Porque não remunerar os pilotos das diversas categorias? Porque não atrair investidores para um esporte que leva um público muito maior que outras competições ricas?

Alguém já assistiu um regata? É, aqueles barquinhos lá na PQP, que parecem um amontoado de gaivotas, quando se olha de longe. Aliás, alguém olha de perto? Claro que não. Só se vc estiver em um jet-ski. Fala sério! Os caras tem patrocínio de tudo que é lado. Fabricantes de celular, operadoras de telefonia e bancos fazem questão de exibir suas marcas nas velas. QUE NINGUÉM VÊ!!! Ahhhh é grande. É nada. De onde vc tem acesso? Da beira de uma lagoa, ou da areia de uma praia? Vc não enxerga nada. Posso garantir, e eu nunca vi ninguém assistindo esse treco. Porque esses caras tem patrocínio e nós não?

Movimentos muito bem organizados chamam atenção em São Paulo. Exemplo claro são os campeonatos da AMIKA. Miguel Cappuccio e sua CIA fazem acontecer nos campeonatos regulares e nos badalados e prestigiados Torneios de Verão e Brasileiro. Este último considero uma grande vitória da AMIKA, já que a dois anos conseguiram a chancela da CBA e puderam colocar de lado a palavra FESTIVAL e inserir CAMPEONATO no nome do evento.

Mas ainda falta algo mais. É bom, organizado, mas não é o modelo que sonho. No Rio de Janeiro surge o KART GP. Fundado por Filipe Jorge e Felipe Piatigorsky e hoje contando com a minha humilde ajuda na organização, está criando um modelo diferenciado de gestão. Com o pagamento adiantado das baterias via boleto bancário, troféus de primeira linha e camisas para os pilotos, que não são feitas para suar andando de kart. Um linha esportiva para poder passear e até levar a namorada(o) ao cinema sem que ela reclame do cheiro de óleo.


Bem, depois de todo mundo me chamar de maluco e quererem me apedrejar em praça pública, (alguns tem vergonha alheia e já até pararam de ler o texto) chego no Q da questão. Dois sócios apaixonados por kart, fundaram uma empresa. Esta nada tem haver com automobilismo. Trata-se de um ecommerce de perfumes importados, que chegará ao Brasil em Agosto e aos poucos vai colocando seu nome na mídia digital. Esses caras resolveram expor sua marca e decidiram fazer isso começando pelo kart indoor. Eu e Daniel Barberini fomos chamados para integrar uma das duas equipes ao lado de Guilherme Rocha, o Guiga, no 2o endurance Tijukart, realizado no Point Kart Indoor. Fizemos dobradinha, chegando na primeira posição o time formado por Humberto Rubin, Versolírio Jr e Giovanni Filho! Neste momento realizei parte do meu sonho e posso dizer que mesmo em segundo lugar, fiquei muito feliz, pois pela primeira vez, não paguei absolutamente nada para participar de um evento de kart indoor. PARABÉNS aos empresários!

Ainda citando a mesma empreitada, anteriormente a empresa patrocinou uma equipe no 1o Tijukart sagrando-se vencedores e nas 250 milhas do Rio de Janeiro, disputadas em Volta Redonda, ficaram em quarto.

Na ajuda para evolução deste projeto de profissionalização, eu lhes apresento a LANZZO. Um ecommerce de perfumes importados, que se instalou no Brasil, lançará sua marca em agosto e que os sócios são apaixonados por automobilismo.

Eventos de kart indoor normalmente levam de 60 a 120 pessoas à um kartódromo, com a permanência no local de aproximadamente 4horas em média. Atrai muitos curiosos, inclusive bate-bates como são chamados o público que não participa de grupos fechados como o KartRiders, BV, RKC, F46, XKART entre tantos outros. Esses caras que as vezes já andaram de kart indoor e estão passsando pelos estacionamentos de shoppings e super-mercados, simplesmente ficam embasbacados ao verem seus tempos de volta serem dizimados por pilotos de verdade.

Pilotos que não nasceram em berço de ouro e que adorariam um dia chegar a uma categoria superior, mas que na atual circunstância, se contentariam em não pagar para praticar o esporte que amam, e que são muito hábeis a faze-lo. Agora imaginem receberem para fazerem aquilo que tanto gostam. Ligas profissionais mantendo pilotos com salários e com um monte de bate-bates em fila de espera para fazer uma peneira.

É um sonho? Pode ser. Mas se um dia isso vier a acontecer, posso me orgulhar de ser o primeiro louco a colocar a cara para fora e sonhar com a profissionalização do kart indoor. Poder dizer que: "Eu plantei a semente deste sonho". Sonho? Diria que hoje já é um projeto. Que talvez leve décadas, talvez séculos para ser finalizado. Assim como o sonho do homem chegar a Marte. A diferença é que não tenho 6 bilhões de dólares!

Obrigado LANZZO por esta oportunidade.

Rumo ao campeonato de endurances da Granja Viana e para as 500 milhas de indoor.

Até as pistas!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

250 Milhas do Rio de Janeiro - Kartódromo Internacional de Volta Redonda - 18/12/2010

Na traaave!!! Está foi a frase que Eu e Barberini não queríamos mais ouvir, falar ou pensar. Duas coisas foram constantes no ano de 2010. Todos os organizadores escreveram o nome de nossa equipe errado e tudo que disputávamos, chegávamos em segundo.

Eu penso no kart, Eu sou o kart, Eu penso em kart e vários outros nomes absurdos. Será que é difícil escrever: EU PENSO KART? Bem, nomes a parte, o que se via era o quase na pista.

Adoramos correr endurances, Daniel tem a mesma opinião que a minha. Nos endurances vc elimina muito do fator sorte, pelo fato de ter que andar em vários karts diferentes e também pelo ponto de vista da estratégia.

Nossa saga começou no primeiro endurance de 4t de Volta Redonda. Após 2 horas de corrida e sem troca de kart, segundo lugar à poucos segundos da equipe vencedora.

Fomos para a Granja Viana! Disputamos o campeonato regular de endurances. 5 horas cada corrida. Estes acompanhado do quase papai Rafael Henning. Figura tranquila, gente fina e excelente piloto, Henning sempre nos deu apoio, além de nos brindar com aulas na pista. Uma primeira etapa para aprender o que realmente é um endurance. Trocas, estratégias e ser constante na pista. Já na segunda etapa, mais um vice-lugar. Na terceira com chances apenas matemáticas, poupamos dinheiro e não participamos.

Ainda na Granja e com a experiência do campeonato de endurances fomos para as 500 milhas. Montamos duas equipes e dividimos em 7 pilotos. Eram eles: André Addison, Felipe Piatigorsky, Guilherme Rocha (GUIGA), Humberto Rubin, ele… Rafael Henning. Além é claro Eu, Hebert Sampaio e o Arqui, Daniel Barberini. Mais da metade da corrida e uma quebra inesperada. Perdemos 1minuto e 5seg e chegamos em segundo lugar no final de 12 horas, 53 seg atrás dos líderes. O que era para ser comemorado, virou frustração. Mais um vice campeonato!

Eu e Barberini também corremos campeonatos individuais. Por um acaso corremos em dois juntos. Kart Riders e Kart GP. Adivinhem! Daniel em segundo lugar no geral no Kart Riders e eu segundo lugar no geral do Kart GP.

Pow Henning, vc precisava me lembra de tudo isso? Tá de sacanagem, né?

Mas 2010 ainda não havia terminado. E eis que surge uma competição organizada por: Poul, The King of the Mountain, Filipe Jorge, o Jotinha e ele, o imbatível, o melhor peso pesado do Brasil, o campeão Brasileiro de 2010, Jotalhão, Tiago Amorim.

Esses três caras, por puro amor ao esporte, resolveram fazer uma “festa” de fim de ano para o kart indoor do Rio de Janeiro e criaram as 250 milhas. Estas foram disputadas no kartódromo internacional de Volta Redonda.

Nos mesmos moldes das 5h da Granja Viana, mas com uma hora mais, o evento só podia ser um sucesso. E falou em Endurance, eu e Barberini estávamos lá. Prontos para mais uma competição. Vice nem pensar. Queríamos e precisávamos colocar a síndrome de lado. Antes que ficasse estigmatizado.

Acorda cedo, pé na Estrada, café no alemão. Ritual básico para ir a VR. Galera já na pista quando chegamos. De longe reconheci o capacete de Rodrigo Faulhaber e seus braços esticados ao volante. Jotalhão organizando os pits, pontos de parada para troca de kart e Jotinha distribuindo autógrafos. Figuraça!!!

Um briefing enrolado antecedeu a prova, muitas perguntas toscas nos davam a impressão do amadorismo. É, eu sei que é kart indoor, kart Amador, tudo igual, mas no meio daquela galera ali, não se esperava tantos bate-bates!

Pro warm-up as equipes tinham o kart sorteado e podiam treinar com ele até o fim e já esperar o início da classificação, ou ficar trocando de kart até achar um bom.

Acha um kart bom? Acha! Quem sentou em um, não levantou mais. Dos 25 karts na pista, não aparecíamos nem na TV com os resultados. Esta exibia os 18 melhores tempos. Trocamos de kart várias vezes e não achamos nada de bom. No final, trocamos uma última vez, mas não conseguimos dar uma volta rápida. Seria aquele pro qualifing e seja o que tudo puder!

Fui pra classificação desanimado e já pensávamos em mudar a estratégia, mas para a minha surpresa, consegui fazer um classificação melhor do que imaginava e largo em 11o. Largada Le Mans (um barato a parte), e estão valendo 6h de corrida.

Certamente não vou lembrar de todas as trocas, todas as ultrapassagens, de todos os lances, mas algumas coisas são muito claras. Meu kart era um lixo e não sabia como tinha aparecido em 11o. Ganhei algumas posições na largada, mas aos poucos fui perdendo novamente. Neste primeiro stint, lembro claramente do Paulista, que estava voando, líder naquele momento, se aproximando de mim na reta oposta para me dar uma volta. Saber o que é ser líder é outra história. Abri sem problemas nenhum no final do miolo e o imundo agradeceu (para quem não sabe, imundo é o apelido do Paulista).

Momento tenso. Plaquinha da SKOL, hora de lever o rolimã pro pit. Arqui preparado, entrego placa e sensor para o Couto. Malhado ágil e rápido como um lince entrega tudo pra Barberini. SORTEIA!!!!!!! Liga, liga, liga!!!! Vai, vai, vai!!!!!

E como num passe de mágica, quando todas as equipes terminam a primeira troca saímos de um incomodo 14o lugar para 4o. Excelente! Temos uma corrida de kart!

Barberini está rápido, mas rápido que os da frente e tomando 1seg por volta da outra equipe Eu Penso Kart, que contava com Sabra, Ricardo Mascarenhas, o Filé e José Gabizo, o Risole! Gabizo estava em um foguete de 58s. Apelido dado aos canhas naquele momento na pista. Só ele virava na casa de 58. Absurdo. Uma usina como diria Tubino!

Estamos perto de fazer nossa segunda troca. E mais um momento tenso. Bandeira vermelha.

Para nossa equipe, naquele momento foi muito bom. Apesar de uma volta atrás do líder, estávamos com o segundo e terceiro colocados, imediatamente a nossa frente. Como éramos mais rápidos que todos. Era questão de tempo.

A direção de prova, resolve diminuir para 9 o número de paradas obrigatórias e os tempos de quem estava na pista (um piloto só podia ficar no máximo 40minutos por stint) é zerado. Perguntei a todos os organizadores e ao director de provas várias vezes. Naquele momento toda a estratégia mudava. Deixo Arqui na pista até a gasolina acabar e quando entro, estamos em primeiro lugar.

As trocas vão acontecendo, e nos comunicávamos apenas pelo notepad do meu laptop. Precisávamos e confiávamos um no outro. Só assim iria funcionar. Os sinais para a pista e da pista eram muito poucos. E sempre um acreditando no outro.

O maçarico ligado de top-down, escaldava os miolos dentro do capacete. O sol me lembrava o nordeste em Janeiro, passando mais perto da cabeça, na altura da linha do equador. Mas com aproximadamente metade da corrida, ou seja 3h, o tempo começou a virar, e uma tempestade daquelas de verão se formava no horizonte.

Barberini é um pato na chuva, mas eu não guardo boas recordações do piso molhado. Sinto as primeiras gotas na viseira, mas nada que pudesse estragar a corrida ainda. Arqui entra para mais um stint e nada de chuva. Mais 40 minutos e estou eu na pista novamente. 10 paradas, é parada pra caralho!

Mas dessa eu não escapo e a chuva chega. De mansinho ela anuncia que vai ficar. Ainda somos líderes, temos um caminhão de vantagem naquele momento, mas as equipes que vem em segundo, terceiro e quarto, tem pilotos com histórico de andar muito forte na chuva. Era o estímulo que elas precisavam, para motivar e começar a nos caçar na pista. Ainda faltam 2horas de corrida e a tensão é latente.

Barberini me tira da pista confiando que sera um dos mais rápidos. Deixa anotado no notepad, que eu estava rápido, mas não era constante. Ele vai para pista para simplesmente receber aplausos de quem estava do lado de fora. É um pato? É um tubarão? Não. É o Barberini!! Voando, ou melhor, submergindo!

Além de ser o mais rápido da pista colocava um segundo por volta em todos. E foi na chuva, quando todos acharam que iam ter alguma chance, eu lhes apresento 1 volta de vantagem no segundo colocado. Segura aí, que temos gordura para queimar!

Faltavam duas trocas para fecharmos o Endurance. Tínhamos uma volta de vantagem, mas uma troca a menos. Na teoria, tudo perfeito. Sobrava tempo para essa troca a mais. Mas um bate-bate. Daqueles que citei no início do texto, lá do briefing, lembram? Pois é, no final da reta oposta, após Barberini ultrapassar ele (o imbecil era retardatário) dá um panca na lateral do nosso kart. Barberini entra em desespero. O kart apaga! Motor desligado. Debaixo daquela chuva? Cade fiscal para ligar novamente? Nada. Mas eu estava ligado do lado de fora. Todo arrumado para entrar na pista a qualquer momento. Vejo Barberini correndo em direção ao box. Só deu tempo de pegar o capacete e começar a gritar. Sorteia! Sorteia! Amorim, olha pra mim e fala: -“Sortear o que? Senta nesse daí e vai. É o único!” Arqui me entrega a placa, sensor. Liga o kart e vou para a pista tenso.

Na minha primeira passagem pela reta, é olhar para o nosso QG e fazer sinal para saber se ainda somos os primeiros. Ninguém me responde. Da grade, vejo alguns rostos conhecidos e só vejo sinais de incentivo. As voltas pareciam uma eternidade. Na minha cabeça, sabendo que era rápido, mas não tão rápido quanto Barberini, precisa ficar cerca de 10min na pista e depois bastava mais uma troca para o Arqui entrar e conduzir até a quadriculada.

Mas não foi preciso. Completo mais uma volta. Contorno a Jandira com todo cuidado possível. Olho para a grade como sempre e dou de cara com o diretor de prova agitando a tão sonhada bandeira quadriculada. Como eu sabia que ainda faltava tempo, fiquei mais tenso ainda. Dou mais uma volta “rápida”, não tiro o pé ainda. E se foi um erro da direção de prova? E se meus miolos torraram e eu não vi direito. Sem saber o que estava acontecendo, venho para completar mais uma volta, mas desta vez ao contornar a Jandira, vejo Arqui no meio da pista fazendo sinal para parar, gritando: “ACABOU! É NOSSO! GANHAMOS! NÃO TEM MAIS KART! É CAMPEÃO PORRA!!!!

Tiro o capacete e sem saber como reagir, ainda sentado no kart, dou um abraço no Barbera!!!! Grito algo que não sei escrever, apenas um berro de desabafo. E com o capacete em punho, saio para dar mais uma volta, essa sim de comemoração e pura explosão de alegria. A água e lama na cara. Nada disso importa. Faço o meu carnaval sozinho pela pista. Com apenas uma das mãos, empunhando o capacete com a outra e me divertido com os respingos no meu rosto.

Desço do kart vibrando nos boxes. Faço questão de ir na balança. 4,8 kg acima no peso! Agora é só comemorar. Nada mais tirava o título da gente!!! Logo que saio da balança, vejo Arqui correndo na minha direção. As palavras exatas eu não me lembro, mas não paramos mais de comemorar e elogiar um ao outro. Faziam 5h10min que não nos falávamos! Só queríamos gritar É CAMPEÃO!!!!

Fotos, pódio, trofeús e a lembrança ao Amigo Henning, que desta vez, por quase estar sendo papai, ficou de plantão ao lado da esposa na espera da Clarinha!

Ela que será a mascote da equipe Eu Penso Kart no futuro próximo e o terceiro troféu (eram entregues 3 por cada equipe que foi ao pódio) ficam de presente a vc Henning. Estamos aguardando o seu retorno em breve para corrermos os Endurances novamente.

Um agradecimento especial ao lince malhado, Alexandre Couto. Tu é foda velhinho! A cada troca, sempre lá. Mas para ligar o kart, tem que abrir a gasolina (risos).

Parabéns aos organizadores: Poul, Filipe Jorge e Tiago Amorim. Deram show!

Arqui canta aí:

Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh VICE É O CARALHO!!!

Até as pistas!