quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Troca de Marchas!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
IKWC 2011
Saudades do Blog. Mas sem insônias, sem textos. Mas, aproveitando 10h dentro de um avião, nada melhor que escrever um pouco.
Em breves palavras o resumo da Viagem ao IKWC...
Tudo estava previsto. Férias marcadas, dinheiro guardado, patrocínio em vista. Mas... uma troca de emprego mudaria tudo.
As férias foram pro espaço, a inscrição vendida e a vontade de participar novamente do IKWC adiada para 2012.
3 meses depois de ter trocado de emprego e 1 mês antes da seletiva Velopark, troquei novamente. Mas desta vez negociando uma possível “pequena pausa trabalhista” para poder garantir participação no IKWC.
Neste instante já estava inscrito na seletiva.
E a vaga parecia me perseguir. Fico sabendo que a minha vaga havia sido comprada pelo Velopark. Eles queriam levar o melhor piloto ao IKWC. Não necessariamente seria o melhor piloto, vide que o regulamento era tosco, mas levaria um representante.
Como eu gosto deste tipo de torneio, estava eu inscrito, sem maiores ambições e apenas querendo fazer bonito. Liguei pro meu amigo Sandro, também piloto, fiz reserva no seu apartamento para 3 dias e me mandei para Porto Alegre.
Comecei com o pé direito. Larguei de 10º (não havia qualifing, era sorteio) e venci, com direito a ultrapassar dois caras de uma vez só para assumir a liderança. Na segunda largava de décimo novamente e fiz um quarto lugar. Eram 20 no grid. Na terceira bateria larguei de segundo, mas não contava de rodar sozinho depois de passar na lama deixada por outro kart, ao sair da pista. Fechei a participação sem ir as semi-finais da seletiva e vi o IKWC longe novamente.
Eis que surge a pizza do aniversário do Jotinha, nosso querido e humilde amigo, Filipe Jorge. Papo vai, papo vem, chopp vai, chopp vem e Jota me convence a ir. Diz que conseguiria passagens baratas, hotel, inscrição. E no auge dos chopps, me convence a ir.
Primeiro passo providenciar passaporte, faltam apenas 20 dias para o embarque. No site da Polícia Federal nada se fazia antes de 3 meses. Mas nada como um bom despachante para desenrolar burocracia alheia.
Providenciado o tão sonhado documento de viagem, Jotinha comprou as passagens, Poul me indicou o Ricardo Simonsem que havia acabado de desistir da viagem e pra mim restou fazer as malas.
Atravessar o Atlântico, descer em Amsterdam, se perder tentado chegar na Alemanha, conhecer o Michael Schumacher Kart Center, parar para comer pizza numa boate GLS com todos os amigos do kart e dar PT em cada um que ousou levantar um shot na minha frente, treinar que nem um tarado e perceber que não adiantaria nada (os gringos treinavam naquela pista a meses, impossível em um dia querer chegar no nível deles), fazer a estratégia da Copa das Nações para a Equipe KartGp / Kart Guapi, tomar um tombo feio pra caralho, arrebentar o queixo e torcer o cotovelo, guiar com muita dor por causa do cotovelo machucado, avisar que o traçado outdoor era perigoso e só te darem ouvido depois de uma acidente generalizado, ser parado pela polícia 3 vezes, aprender que numa speed-way a direção correta é sempre em frente...
Será que esqueci de muita coisa? Claro, impossível citar todos os nomes e todas as bagunças...
Ahhh as corridas? O Kenny Geldoff é o cara! Sobrou...
Coisas que vc precisa saber se um dia se meter a fazer uma viagem dessa também.
- No melhor estilo Indiana Jones: Não importa onde esteja, aprenda o dialeto local.
- Amsterdam só tem maluco e bicicleta pra caralho.
- Aachem e Eupen nunca vão me esquecer.
- Paris é bonito, mas o Rio é muito mais.
- Galeão e Guarulhos são primeiro mundo perto do inferno que é o Charles de Gaulle.
- Sempre mantenha na mala: um amigo rápido, um consumista e um cagão! Vlw Jota, Luir e Thiagão! Hahahhaha
quarta-feira, 18 de maio de 2011
KARTGP - Volta Redonda - 26/03/2011
Numa temporada que promete ser mais competitiva que a de 2010, e com os organizadores imaginando casa cheia no primeiro evento devido a motivação natural de início de ano, foi escolhida a pista de Volta Redonda para fazer nossa estréia. Excelente estrutura e única opção de pista aberta no Rio (pelo menos até a re-inauguração de Guapimirim), era a pista que nos oferecia a maior quantidade de karts para selecionarmos.
A primeira bateria a ir pra pista conta com os 3 organizadores e 3 primeiros colocados do ano passado, . Filipe Jorge-Jotinha, Hebert Sampaio e Felipe Piatigorsky. Além é claro de outros 9 almejantes ao título. A Pole fica com Piat que crava 59.61, em segundo Hebert Sampaio que faz apenas uma volta lançada, pois teve problemas com o primeiro kart, mas marca 59.71 e em terceiro o Arqui, Daniel Barberini com 59.91.
Na corrida Hebert parece largar melhor que Felipe, chega a emparelhar, mas fica com o lado externo. Piat fecha os espaços e Daniel aproveita para pular para segundo. O tempo de Daniel parece não ter sido bom no qualifing. Ele persegue Piat por boa parte da corrida, deixando Hebert e Sabra brigando pela 3a e 4a colocação. Hebert e Sabra travam um duelo muito bom, durante toda a corrida, mas com isso perdem tempo e deixam os ponteiros escaparem, no final, melhor para Hebert, que depois de inúmeras ultrapassagens entre os dois, leva a melhor nas últimas voltas. Felipe terminou tranquilo e chegou a abrir vantagem confortável para Daniel que assegurou a segunda posição sem problemas.
Do quarto lugar para trás o pau cantou. Nadaes e Jotinha brigaram intensamente pelo 5o lugar com Nadaes levando a melhor e deixando o atual campeão em sexto. Orlando Afonso, Alvaro Jorge-A enciclopédia, Rodolfo-Top Ten, Sérgio Araújo, Leandro Ahmed e Fábio Konrad formaram uma tripa com apenas 4s de diferença entre o 7o-Orlando e o 12o-Fábio. Muitos karts juntos, e óbvio, muito chororô no final devido a toques e ultrapassagens mais duras.
Na segunda bateria da primeira etapa o que não se viu foram os pilotos do 3o ao 12o colocados. Que me desculpem todos. Poderia até escrever alguma coisa, mas não vou me prender. Humberto Rubin e Pedro Washington fizeram o embate mais disputado e emocionante do dia. Na largada Ricardo Mascarenhas-Filé, que largava na pole perde a posição para Rubin, que largava em terceiro, por dentro e faz dupla ultrapassagem também ganhando a posição de Henning. Pedro aproveita o vacilo e os vários toques de largada, ganha posições e já na segunda volta está em segundo e com caminho livre para ir atrás de Rubin. Começava o pega!
Com Pedro levando duas voltas para abrir caminho, Rubin coloca vantagem. O impressionante é que mesmo depois de 1 ano na Alemanha sem pilotar, Pedro não perdeu o jeito. O mesmo modo de se esconder atrás da gravata. O encaixe no kart é perfeito. Parecem uma coisa só. E volta a volta tirou a vantagem. Quando chegou em Rubin, não esperou nada, colocou de lado e ultrapassou. Só que o nosso atual campeão do Torneio de Verão não deixaria fácil assim. Troco na volta seguinte!
Trocaram de posição várias vezes. O contorno perfeito de curva, o vácuo, a freada forte, mais um mergulho no fim da reta... Sem falar no X... ohhh manobra bonita de se ver. Foram inúmeras trocas de posições até o fim da corrida. Do lado de fora só nos restava observar o que havia de melhor. No final, Rubin em primeiro e Pedro em segundo, e se fosse ao contrário também seria excelente. Finalizando o pódio dessa bateria chegou o Guiga, mas isto foi apenas um detalhe. As desculpas eu pedi antes de começar a escrever!
Ao final da primeira etapa os pilotos já conheciam a maioria dos karts e aí fica fácil virar Nostradamus. O kart 18 utilizado por Guiga na segunda bateria da primeira etapa só não venceu, porque Guiga largou no final do grid e demorou a se livrar do bolo. Mas para segunda etapa o K18 venceu as duas baterias, uma com Fábinho Konrad e outra com Jotinha, o nosso atual campeão.
As disputas se concentrariam pelas demais posições. Na bateria B, já com a definição feita pelas colocações na bateria 1 e 2, destaques para Filé no K2, que acompanhou no início Fabinho, mas depois assegurou o segundo-lugar com muita folga e para Rodolfo Reis. Nosso top ten largou em 3o e resistiu as investidas de Sérgio Araújo que acabou terminando na 4a colocação.
Já na bateria A, Daniel Barberini fez milagre com o K12 e largou em segundo. Henning com o mesmo K2 que Filé utilizou na Bateria B largou em quarto e foi pra cima de Diogo Mota que largou em terceiro. Ultrapassou faltando poucas voltas para o fim e começou a caçar Barberini, que esteve na alça de mira de Diogo por quase toda corrida. Jotinha administrava lá na frente e observava Henning dizimando a diferença para Barberini. Mas a bateria terminou antes das emoções aumentarem. Barberini fez milagre com o K12 e fincou outro segundo-lugar, que no somatório do dia, lhe daria a liderança provisória ao final da primeira rodada-dupla!
O próximo desafio KartGP já ocorreu. O Kartódromo Point Kart recebeu a elite do kartismo Indoor do Rio de Janeiro na última quinta-feira, 12/05/2011, mas estas quatro baterias vcs acompanham no próximo post.
Até as pistas!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Matéria divulgada no Jornal O Fluminense - 17/04/2011
Viagens e equipamentos fazem o esporte ser considerado elitista e ‘amadores’ lutam para
conseguir correr com a falta de incentivo

Considerado um esporte de elite por conta dos altos custos, o automobilismo sobrevive em um país emergente como o Brasil, mais pelo amor dos praticantes do que apoio de patrocinadores.
Com 29 categorias já regulamentadas para este ano, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) tenta diminuir os custos das provas para que o número de praticantes do esporte a motor possa aumentar. Segundo o presidente da entidade, Cleyton Pinteiro, a forma menos complicada de se abaixar os custos é diminuir o uso dos equipamentos e treinos.
“Controlar e diminuir custos é tarefa das mais complexas, em especial em mercados competitivos, como o automobilismo, por si só um esporte dos mais competitivos e mais dependentes de tecnologia. Controlar o tempo de treinos, estipular o uso de equipamento padrão - como pneus, motores e até mesmo o con- junto de chassi-motor-câmbio -, são algumas formas de se tentar controlar esses custos”, comentou o dirigente.
A própria Fórmula 1 vem diminuindo e controlando os gastos e colocou um teto orçamentário. Para isso, a categoria proibiu os testes individuais de pré-temporada, marcando datas para testes coletivos e infindou uma gama de novas regras.
Amantes do automobilismo, três niteroienses resolveram deixar as roupas de trabalho no armário, vestir o macacão e o capacete e acelerar em alta velocidade nos fins de semana. O problema? O alto custo do “hobby” de fim de semana, que começou a ficar sério.
Brincadeira virou coisa séria
Criador da equipe Niterói Rally Team, o engenheiro Ricardo Barra resolveu comprar um Troller e, por acaso, começou a competir. Quatros anos de equipe, a NRT conta com dois carros, um para rali de regularidade e outro de velocidade. Segundo Barra, que gasta cerca de R$ 3 mil a cada etapa com a equipe, a relação com os patrocinadores foi fundamental para “bancar” o projeto.
“A relação de parceria é muito importante e com a NRT não foi diferente, encontramos no nosso patrocinador um parceiro de qualidade e ele também entendeu desta forma e o resultado é uma relação de confiança que já dura quatro anos e que esperamos continuar. O patrocínio é uma matriz financeira que permite melhorar a qualidade do trabalho da equipe através de uma qualificação material”, afirmou Barra.
Na contramão da Niterói Rally, Hebert Sampaio começou no automobilismo por brincadeira junto com os amigos de trabalho que resolveram fazer um campeonato interno na empresa de kart indoor. Ao tomar gosto pelo esporte, o piloto começou a gastar seu tempo e dinheiro com o hobby e, entre alguns títulos, como uma etapa do Mundial em 2009, disputado no Rio, se arriscou no kartismo profissional. Mas, após disputar e vencer a primeira etapa do Brasileiro de Kart, o agora piloto esbarra na falta de patrocínio. Ele fez um apelo para angariar parceiros que cubram os cerca de R$ 2 mil por etapa.
“Precisamos que os empresários acreditem mais no retorno que o esporte dá, e investir. Claro que nem todos os pilotos conseguem patrocínio, muitos são sustentados pelos sonhos dos pais, mas outra maneira de atrair jovens pilotos é baratear o custo das competições criando limitações nos equipamentos”, comentou Sampaio.
Piloto niteroiense conta com os amigos
Outro niteroiense que investe no próprio sonho de velocidade é Fernando Sávio, da Fernandinho Hobby Racing Car, que terminou na segunda colocação do Carioca de Turismo Light. O piloto comentou que consegue patrocínios com amigos e tira de sua própria loja e este ano aposta em uma competição internacional, na Hungria.
Em agosto vou participar de uma prova de seis horas na Hungria e, eu e meus dois parceiros de prova, vamos gastar cerca de 2 mil euros com todos os gastos, já que precisaremos alugar uma BMW”, disse.
Fernandinho, que no Carioca corre com um Gol, gasta cerca de R$ 4 mil por mês, além do carro que custou R$ 15 mil já preparado para corrida. Ousados, em 1975 os irmãos Wilson e Emerson Fittipaldi criaram a Copersucar, única equipe brasileira de Fórmula 1. Em oito anos, 104 corridas, 44 pontos, três pódios e um segundo lugar de Emerson no Rio, em 1978. Por falta de incentivo, eles encerraram com a equipe em 1982. n
quarta-feira, 23 de março de 2011
I'M BACK!!!
Vem aí o texto do Torneio de Verão e da Segunda Etapa do Estadual do RJ.
Meu laptop novo não ve a hora de escrever.
Ao lado, vídeo novo! A largada da segunda etapa do Estadual de kart do RJ, em Volta Redonda, categoria F4.
Estou largando em sétimo e fecho a primeira volta em 1o. O vídeo completo é muito grande, e vc fica sabendo como esta corrida terminou em breve, com o texto aqui no EU PENSO KART.
Abs a todos!
E até as pistas.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Kart Indoor! Amador ou profissional?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
250 Milhas do Rio de Janeiro - Kartódromo Internacional de Volta Redonda - 18/12/2010
Na traaave!!! Está foi a frase que Eu e Barberini não queríamos mais ouvir, falar ou pensar. Duas coisas foram constantes no ano de 2010. Todos os organizadores escreveram o nome de nossa equipe errado e tudo que disputávamos, chegávamos em segundo.
Eu penso no kart, Eu sou o kart, Eu penso em kart e vários outros nomes absurdos. Será que é difícil escrever: EU PENSO KART? Bem, nomes a parte, o que se via era o quase na pista.
Adoramos correr endurances, Daniel tem a mesma opinião que a minha. Nos endurances vc elimina muito do fator sorte, pelo fato de ter que andar em vários karts diferentes e também pelo ponto de vista da estratégia.
Nossa saga começou no primeiro endurance de 4t de
Fomos para a Granja Viana! Disputamos o campeonato regular de endurances. 5 horas cada corrida. Estes acompanhado do quase papai Rafael Henning. Figura tranquila, gente fina e excelente piloto, Henning sempre nos deu apoio, além de nos brindar com aulas na pista. Uma primeira etapa para aprender o que realmente é um endurance. Trocas, estratégias e ser constante na pista. Já na segunda etapa, mais um vice-lugar. Na terceira com chances apenas matemáticas, poupamos dinheiro e não participamos.
Ainda na Granja e com a experiência do campeonato de endurances fomos para as 500 milhas. Montamos duas equipes e dividimos em 7 pilotos. Eram eles: André Addison, Felipe Piatigorsky, Guilherme Rocha (GUIGA), Humberto Rubin, ele… Rafael Henning. Além é claro Eu, Hebert Sampaio e o Arqui, Daniel Barberini. Mais da metade da corrida e uma quebra inesperada. Perdemos 1minuto e 5seg e chegamos em segundo lugar no final de 12 horas, 53 seg atrás dos líderes. O que era para ser comemorado, virou frustração. Mais um vice campeonato!
Eu e Barberini também corremos campeonatos individuais. Por um acaso corremos em dois juntos. Kart Riders e Kart GP. Adivinhem! Daniel em segundo lugar no geral no Kart Riders e eu segundo lugar no geral do Kart GP.
Pow Henning, vc precisava me lembra de tudo isso? Tá de sacanagem, né?
Mas 2010 ainda não havia terminado. E eis que surge uma competição organizada por: Poul, The King of the Mountain, Filipe Jorge, o Jotinha e ele, o imbatível, o melhor peso pesado do Brasil, o campeão Brasileiro de 2010, Jotalhão, Tiago Amorim.
Esses três caras, por puro amor ao esporte, resolveram fazer uma “festa” de fim de ano para o kart indoor do
Nos mesmos moldes das 5h da Granja Viana, mas com uma hora mais, o evento só podia ser um sucesso. E falou em Endurance, eu e Barberini estávamos lá. Prontos para mais uma competição. Vice nem pensar. Queríamos e precisávamos colocar a síndrome de lado. Antes que ficasse estigmatizado.
Acorda cedo, pé na Estrada, café no alemão. Ritual básico para ir a VR. Galera já na pista quando chegamos. De longe reconheci o capacete de Rodrigo Faulhaber e seus braços esticados ao volante. Jotalhão organizando os pits, pontos de parada para troca de kart e Jotinha distribuindo autógrafos. Figuraça!!!
Um briefing enrolado antecedeu a prova, muitas perguntas toscas nos davam a impressão do amadorismo. É, eu sei que é kart indoor, kart Amador, tudo igual, mas no meio daquela galera ali, não se esperava tantos bate-bates!
Pro warm-up as equipes tinham o kart sorteado e podiam treinar com ele até o fim e já esperar o início da classificação, ou ficar trocando de kart até achar um bom.
Acha um kart bom? Acha! Quem sentou em um, não levantou mais. Dos 25 karts na pista, não aparecíamos nem na TV com os resultados. Esta exibia os 18 melhores tempos. Trocamos de kart várias vezes e não achamos nada de bom. No final, trocamos uma última vez, mas não conseguimos dar uma
Fui pra classificação desanimado e já pensávamos em mudar a estratégia, mas para a minha surpresa, consegui fazer um classificação melhor do que imaginava e largo em 11o. Largada Le Mans (um barato a parte), e estão valendo 6h de corrida.
Certamente não vou lembrar de todas as trocas, todas as ultrapassagens, de todos os lances, mas algumas coisas são muito claras. Meu kart era um lixo e não sabia
Momento tenso. Plaquinha da SKOL, hora de lever o rolimã pro pit. Arqui preparado, entrego placa e sensor para o Couto. Malhado ágil e rápido
Barberini está rápido, mas rápido que os da frente e tomando 1seg por volta da outra equipe Eu Penso Kart, que contava com Sabra, Ricardo Mascarenhas, o Filé e José Gabizo, o Risole! Gabizo estava em um foguete de 58s. Apelido dado aos canhas naquele momento na pista. Só ele virava na casa de 58. Absurdo. Uma usina
Estamos perto de fazer nossa segunda troca. E mais um momento tenso. Bandeira vermelha.
A direção de prova, resolve diminuir para 9 o número de paradas obrigatórias e os tempos de quem estava na pista (um piloto só podia ficar no máximo 40minutos por stint) é zerado. Perguntei a todos os organizadores e ao director de provas várias vezes. Naquele momento toda a estratégia mudava. Deixo Arqui na pista até a gasolina acabar e quando entro, estamos em primeiro lugar.
As trocas vão acontecendo, e nos comunicávamos apenas pelo notepad do meu laptop. Precisávamos e confiávamos um no outro. Só assim iria funcionar. Os sinais para a pista e da pista eram muito poucos. E sempre um acreditando no outro.
O maçarico ligado de top-down, escaldava os miolos dentro do capacete. O sol me lembrava o nordeste em Janeiro, passando mais perto da cabeça, na altura da linha do equador. Mas com aproximadamente metade da corrida, ou seja 3h, o tempo começou a virar, e uma tempestade daquelas de verão se formava no horizonte.
Barberini é um pato na chuva, mas eu não guardo boas recordações do piso molhado. Sinto as primeiras gotas na viseira, mas nada que pudesse estragar a corrida ainda. Arqui entra para mais um stint e nada de chuva. Mais 40 minutos e estou eu na pista novamente. 10 paradas, é parada pra caralho!
Mas dessa eu não escapo e a chuva chega. De mansinho ela anuncia que vai ficar. Ainda somos líderes, temos um caminhão de vantagem naquele momento, mas as equipes que vem em segundo, terceiro e quarto, tem pilotos com histórico de andar muito forte na chuva. Era o estímulo que elas precisavam, para motivar e começar a nos caçar na pista. Ainda faltam 2horas de corrida e a tensão é latente.
Barberini me tira da pista confiando que sera um dos mais rápidos. Deixa anotado no notepad, que eu estava rápido, mas não era constante. Ele vai para pista para simplesmente receber aplausos de quem estava do lado de fora. É um pato? É um tubarão? Não. É o Barberini!! Voando, ou melhor, submergindo!
Além de ser o mais rápido da pista colocava um segundo por
Faltavam duas trocas para fecharmos o Endurance. Tínhamos uma
Na minha primeira passagem pela reta, é olhar para o nosso QG e fazer sinal para saber se ainda somos os primeiros. Ninguém me responde. Da grade, vejo alguns rostos conhecidos e só vejo sinais de incentivo. As
Mas não foi preciso. Completo mais uma
Tiro o capacete e sem saber
Desço do kart vibrando nos boxes. Faço questão de ir na balança. 4,8 kg acima no peso! Agora é só comemorar. Nada mais tirava o título da gente!!! Logo que saio da balança, vejo Arqui correndo na minha direção. As palavras exatas eu não me lembro, mas não paramos mais de comemorar e elogiar um ao outro. Faziam 5h10min que não nos falávamos! Só queríamos gritar É CAMPEÃO!!!!
Fotos, pódio, trofeús e a lembrança ao Amigo Henning, que desta vez, por quase estar sendo papai, ficou de plantão ao lado da esposa na espera da Clarinha!
Ela que será a mascote da equipe Eu Penso Kart no futuro próximo e o terceiro troféu (eram entregues 3 por cada equipe que foi ao pódio) ficam de presente a vc Henning. Estamos aguardando o seu retorno em breve para corrermos os Endurances novamente.
Um agradecimento especial ao lince malhado, Alexandre Couto. Tu é foda velhinho! A cada troca, sempre lá. Mas para ligar o kart, tem que abrir a gasolina (risos).
Parabéns aos organizadores: Poul, Filipe Jorge e Tiago Amorim. Deram show!
Arqui canta aí:
Ôh ôh ôh ôh ôh ôh ôh VICE É O CARALHO!!!
Até as pistas!
